182 toneladas coletadas: reciclagem bate recorde no Carnaval da Bahia e mostra que sustentabilidade gera renda

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O Carnaval da Bahia mais uma vez mostrou que é possível unir festa, sustentabilidade e geração de renda. Um volume recorde de 182,675 toneladas de material reciclável foi coletado por catadores durante a folia em Salvador e também nos municípios de Barreiras, Porto Seguro, Itabuna e Santa Cruz Cabrália.

O resultado faz parte da ação “Meu Corre Decente: Trabalho Decente e Solidário na Folia”, iniciativa do Governo da Bahia, coordenada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoio do Funtrad e parceria de diversas secretarias estaduais. O número representa 7% a mais que o total de 2025, quando foram recolhidas 170 toneladas.

Sustentabilidade com dignidade

A iniciativa também aposta na sustentabilidade. Além de garantir mais segurança e condições dignas de trabalho, o projeto contribui para uma cidade mais limpa, com a destinação correta dos materiais recicláveis.

De acordo com André Dantas, coordenador operacional do projeto, o impacto vai muito além do recolhimento de resíduos.

“Boa parte desses catadores que estão trabalhando aqui conseguem alcançar uma renda que, durante o ano, normalmente não conseguem em seu corre, seja na rua, seja em cooperativa.”

O balanço divulgado aponta que 4.849 catadores, autônomos e cooperados foram beneficiados, um aumento de 37,9% em relação ao ano anterior. Além deles, cordeiros, ambulantes e trabalhadores da música também tiveram acesso a banho, alimentação e espaço de descanso na Central de Convivência montada no Dois de Julho, totalizando 5.242 pessoas assistidas, além dos recicladores.

Impacto social nos bastidores da festa

Em um carnaval que movimentou bilhões de reais e atraiu milhões de turistas, a alegria também se traduziu em inclusão social. Nos bastidores da festa, o que se viu foi mais do que geração de renda: foi oportunidade, organização e dignidade para quem ajuda a festa acontecer.

Ainda segundo André Dantas:

“A gente fica feliz de ver esse exército de agentes ambientais terem essa oportunidade, que vincula eles diretamente à indústria, sem passar pelo atravessador, que normalmente é quem ganha mais dinheiro do que eles nesse carnaval.”

Fotos: Wuiga Rubini/GOVBA

Acompanhamento e estrutura

Durante a folia, o Governo da Bahia também realizou visita técnica à Central de Apoio aos Catadores, em Ondina, para conferência dos serviços de proteção social e entrega de equipamentos de proteção individual.

O que foi recolhido

Entre os materiais coletados estão:

  • 126 toneladas de alumínio
  • 53 toneladas de plástico/PET
  • 1 tonelada de papel/papelão
  • 2,5 toneladas de vidro

O material foi comercializado nas Centrais de Apoio geridas por 16 cooperativas participantes, com pagamento imediato após a pesagem.

Os valores chegaram a:

  • Até R$ 8 o quilo da latinha de alumínio
  • Até R$ 2 o quilo do PET
  • Cerca de R$ 1 o quilo do plástico

Algumas centrais ainda ofereceram bonificação de R$ 50 a cada 20 quilos de alumínio ou 15 quilos de plástico/PET recolhidos. Ao todo, a ação gerou R$ 1,08 milhão em renda direta para os catadores, conforme a produção individual.

Investimento ampliado

Em 2026, o projeto recebeu R$ 5,2 milhões em investimentos, cerca de 10% a mais que em 2025. Os trabalhadores também receberam fardamento adequado, equipamentos de proteção individual, alimentação e apoio estrutural.

O resultado reforça que políticas públicas voltadas à reciclagem conseguem combinar impacto ambiental positivo com inclusão social e geração de renda concreta.

G4TV Bahia; Informações André Dantas

Fotos: André Dantas

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