O clima esquentou de vez na política baiana — e agora não é mais só nos bastidores. Virou público, direto e sem rodeio.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, começou a movimentação com uma fala cheia de ironia ao comentar a articulação do governo em torno do deputado Elmar Nascimento. Sem citar nomes diretamente, Bruno deu o recado: pra ele, esse tipo de movimento mostra fragilidade política.
E não parou por aí.
Na mesma linha, o prefeito também disparou contra Geraldo Júnior, classificando a situação do vice como “deplorável”. A fala foi rápida, mas pesada — e deixou claro que o clima entre antigos aliados não anda nada bom.
Só que a resposta veio — e veio forte.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima entrou na discussão e elevou o tom. Em comentário nas redes sociais, ele rebateu Bruno sem meias palavras. Disse que o prefeito foi “muito pior” no passado e afirmou ter provas de que ACM Neto não queria o nome de Bruno como candidato.
Geddel ainda foi além.
Segundo ele, precisou intervir diretamente — na época em que, nas palavras dele, tinha “muita força” — pra garantir que Bruno fosse escolhido. Falou até em resistência dentro do grupo e citou situações de “humilhação” nos bastidores. Disse também que teve que bater o martelo e tirar outro aliado da jogada pra viabilizar o atual prefeito.
E no trecho mais duro, veio o recado direto: Geddel sugeriu que Bruno deixe o MDB, partido que, segundo ele, deu um “upgrade” na carreira política do prefeito — uma clara alfinetada nas atitudes recentes do gestor.
O que antes era conversa de corredor agora virou troca pública de acusações.
O embate escancara uma rachadura que já vinha crescendo e mostra que o rompimento entre figuras importantes da política baiana não é mais especulação. É um cenário real — e que deve influenciar, e muito, o jogo político nos próximos meses.
G4TV Bahia
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