Eduardo Hagge, Rodrigo e Cida Moura movimentam suas bases e apresentam candidatos para deputado estadual, federal, Senado, Governo da Bahia e Presidência
A eleição de 2026 já começa a produzir um efeito que vai muito além das urnas deste ano: Itapetinga começa a desenhar, nos bastidores, o mapa político que poderá influenciar a disputa pela Prefeitura em 2028.
Três nomes que já aparecem nas movimentações políticas locais — o atual prefeito Eduardo Hagge, o ex-prefeito Rodrigo Hagge e a ex-candidata a prefeita Cida Moura — colocaram seus grupos em campo e passaram a apresentar suas respectivas alianças para a eleição deste ano.
De um lado está Eduardo Hagge, que assumiu uma posição de alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e com o presidente Lula (PT). O prefeito apresenta como candidatos de seu grupo Carlinhos Sobral, para deputado estadual, e Jayme Vieira Lima, para deputado federal. A dupla do MDB é apontada pelo próprio grupo como parte de uma estratégia para ampliar a representação política de Itapetinga.
Na chapa majoritária, o chamado Time de Lula em Itapetinga reúne Lula para presidente, Jerônimo para governador e Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado. A composição foi apresentada publicamente em reunião para instalação do comitê central da campanha na cidade.
Eduardo aposta no alinhamento com o Governo
O principal argumento político do grupo de Eduardo é o alinhamento institucional.
A administração municipal tem destacado agendas com os governos estadual e federal e projetos estruturantes para Itapetinga. Em setembro de 2025, por exemplo, Eduardo esteve em Brasília em uma agenda no Ministério das Cidades conduzida por Jayme Vieira Lima e Carlinhos Sobral, tratando de convênios e projetos para o município.
É justamente essa proximidade que Eduardo pretende transformar em capital político: Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal caminhando no mesmo campo.
Do outro lado, Rodrigo Hagge monta seu próprio time
Na outra ponta está Rodrigo Hagge, ex-prefeito e sobrinho de Eduardo, que rompeu politicamente com o atual gestor e passou a construir uma trajetória própria para o novo ciclo eleitoral.
Rodrigo declarou apoio a Wagner Alves para deputado estadual e aparece também ligado à candidatura de Roberta Roma para deputada federal. A movimentação já ganhou as ruas com adesivaços e comitê em Itapetinga.
Para o Senado, Rodrigo integra a chapa de João Roma (PL) como segundo suplente. No cenário estadual, seu grupo está alinhado com ACM Neto (União Brasil) para o Governo da Bahia.
Há, porém, uma correção importante em relação à composição nacional: ACM Neto declarou apoio a Ronaldo Caiado para presidente, e não a Flávio Bolsonaro. Flávio é candidato à Presidência pelo PL, mas não é o candidato presidencial oficialmente apoiado por Neto.
Cida Moura também coloca seu grupo na rua
A terceira frente é liderada por Cida Moura, que disputou a Prefeitura contra Eduardo em 2024 e obteve 16.986 votos, contra 20.393 de Eduardo.
Agora, Cida apresenta uma nova composição política para 2026, apoiando Denise Menezes para deputada estadual e Daniel Alencar para deputado federal. Denise é esposa do deputado estadual Adolfo Menezes, enquanto Daniel é filho do senador Otto Alencar, que confirmou sua candidatura à Câmara dos Deputados.
A movimentação de Cida ganhou força recentemente com agendas nos bairros e apresentação pública dos dois candidatos.
No campo majoritário, Cida mantém histórico de aproximação com Lula e Jerônimo. Em 2024, durante sua campanha municipal, ela defendia justamente a construção de parcerias com os dois governos.
Três grupos, três estratégias e uma cidade no centro do jogo
O que está acontecendo em Itapetinga é maior do que uma simples disputa por votos para deputado.
Eduardo apresenta seu time. Rodrigo apresenta o seu. Cida também coloca seus nomes na rua.
E, por trás das candidaturas de 2026, existe uma disputa política que já começa a olhar para 2028.
Ainda é cedo para afirmar quais serão os candidatos à Prefeitura naquele ano. Mas as movimentações atuais mostram que os principais grupos políticos da cidade já começaram a testar forças, construir alianças e medir seus espaços.
No fim das contas, a eleição de 2026 pode funcionar como uma espécie de prévia do grande confronto político que Itapetinga poderá viver em 2028.
E o eleitor, neste momento, começa a enxergar os times entrando em campo.
G4TV BAHIA | POLÍTICA
Imagem: Reprodução com IA