ACM Neto acusa Jerônimo Rodrigues de “puxar saco de prefeitos”, e Geddel reage com dureza: “Herança do velho ACM, que babava ovo de general”

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O clima político na Bahia esquentou após uma declaração polêmica do ex-prefeito de Salvador e ex-candidato ao governo do estado, ACM Neto, durante uma entrevista a um programa de rádio. Sem medir palavras, Neto afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues estaria “puxando o saco de prefeitos e lideranças políticas” como estratégia para cooptá-los.

“Governador fica puxando o saco de políticos de manhã, de tarde e de noite. Fica atrás de prefeitos, de líderes que ele tenta cooptar, trazer pra debaixo da sua asa. E faz isso de forma desrespeitosa e pouco democrática. O governador só quer saber de política. Não saiu do palanque!”, disparou ACM Neto, mesmo diante da tentativa do apresentador de suavizar a fala.

A declaração, que causou desconforto até entre os aliados, gerou reação imediata. Um dos nomes mais emblemáticos da política baiana, o ex-ministro Geddel Vieira Lima ( MDB ) e ex-deputado federal, não poupou críticas e gravou uma resposta direta nas redes sociais.

“Assisti à fala do ex-prefeito de Salvador, dizendo que o governador está puxando o saco de prefeitos. Ora, isso é política! O governador está fazendo o que um democrata faz: ouvir, dialogar e buscar soluções para os municípios.”

Geddel foi além e fez questão de mencionar que a carapuça serviu a ele próprio, já que participou de um encontro entre o governador e o prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge, cujo grupo político votou em ACM Neto nas eleições de 2022.

“Estaremos com o governador Jerônimo, levando mais um prefeito para uma conversa que, espero, seja produtiva para Itapetinga. E não vejo nisso puxação de saco. Vejo respeito, política, diálogo. Aliás, lembro que pouco antes das eleições, o próprio ACM Neto foi à minha casa diversas vezes, junto com Bruno Reis, buscando meu apoio e do MDB. Estavam eles puxando meu saco também?”

A resposta, que ganhou repercussão nas redes sociais, terminou com uma das falas mais pesadas e simbólicas:

“Essa visão de que conversar é puxar saco vem de um vício hereditário. ACM Neto é neto do velho Antônio Carlos Magalhães, que passou a vida babando o ovo dos generais na ditadura. Chegou a ficar sem emprego e vivia em Brasília atrás de boquinha. Até cantavam aquela música: ‘índio quer apito’… e acabou virando presidente da Eletrobrás.”

A polêmica escancara o clima tenso entre oposição e situação na Bahia, em um momento em que o governador Jerônimo Rodrigues vem intensificando o diálogo com prefeitos de diferentes espectros políticos. Nos bastidores, muitos apontam que o bom trânsito do governador, inclusive com antigos aliados de ACM Neto, tem provocado desconforto na base da oposição, que vê a perda de influência em diversas regiões do estado.

Ao fim da sua fala, Geddel deixou um recado direto:

“O que difere Jerônimo de ACM Neto é que o governador trata bem, conversa, dá atenção. E o ex-prefeito está sendo visto como grosseiro, frio e distante. Talvez, se ele entendesse a importância da política do diálogo, não estivesse assistindo à debandada de aliados.”

A guerra de narrativas está lançada, e o que era para ser apenas um encontro institucional entre o governador e o prefeito de Itapetinga acabou se tornando um dos momentos mais quentes do tabuleiro político baiano em 2025.

Por G4TVBahia / Fotos redes sociais

Áudio na íntegra de Geddel Vieria Lima

Áudio na íntegra de ACM NETO

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