O deputado federal baiano Félix Mendonça Jr (PDT) voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (13), após se tornar um dos principais alvos da 9ª fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal.
Segundo informações, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar e também em seu escritório, ambos localizados em Salvador. As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mandados em áreas nobres e no interior
As ações ocorreram em imóveis de alto padrão, incluindo a Mansão Wildberger, no Largo da Vitória, e outro edifício de luxo no bairro do Horto Florestal. Além da capital, a PF também cumpriu mandados nos municípios de Mata de São João e Vera Cruz, na Região Metropolitana de Salvador.
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão estão sendo executados nesta fase, que, de acordo com as investigações, tem como foco principal o deputado.
Reincidência na investigação
Essa não é a primeira vez que Félix Mendonça Jr aparece entre os investigados da Overclean. Em junho do ano passado, durante a 4ª fase da operação, o parlamentar já havia sido alvo de medidas judiciais, ao lado de seu assessor e de prefeitos baianos aliados.
Naquela ocasião, dois prefeitos chegaram a ser presos em flagrante por porte ilegal de armas, durante o cumprimento dos mandados.
O que investiga a Operação Overclean
Deflagrada inicialmente em dezembro de 2024, a Operação Overclean apura esquemas de desvio de verbas públicas, fraudes em licitações e contratos administrativos, além de corrupção e lavagem de dinheiro, com ramificações em diferentes estados do país.
As fases anteriores da operação já resultaram em prisões, apreensões de documentos, bloqueios de valores e no avanço das investigações sobre uma organização criminosa suspeita de atuar de forma estruturada dentro da administração pública.
Crimes investigados
Os investigados podem responder por crimes como:
- Organização criminosa
- Corrupção ativa e passiva
- Peculato
- Fraude em licitações e contratos administrativos
- Lavagem de dinheiro
A Polícia Federal segue com as diligências, e o caso continua sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, devido ao foro privilegiado do parlamentar.