IA ê, Neto… seu avatar não foi bem no debate.

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Se existe uma palavra que ganhou espaço na campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia em 2026, ela é inteligência artificial. Vídeos produzidos ou turbinados por IA, imagens digitais e uma comunicação cada vez mais tecnológica fazem parte da estratégia do candidato.

Mas, no primeiro debate da eleição, realizado ontem pela Band Bahia, ficou uma pergunta no ar: será que o avatar funciona tão bem quando precisa encarar o debate frente a frente?

A provocação é, claro, figurativa: “IA ê, Neto… seu avatar não foi bem no debate.”

A frase faz referência ao contraste entre uma campanha altamente produzida no ambiente digital e o desafio de uma disputa eleitoral no mundo real, onde não existe botão de “regenerar resposta”, “corrigir expressão” ou “melhorar argumento”.

E ACM Neto já conhece bem o peso de uma estratégia de comunicação que vira assunto político.

Em 2022, durante a campanha ao Governo da Bahia, uma das declarações que mais repercutiram foi quando o então candidato se autodeclarou negro. A afirmação provocou forte reação e acabou se transformando em um dos episódios mais comentados daquela eleição.

Quatro anos depois, a tecnologia aparece com força renovada na comunicação do candidato. Agora, a discussão é outra: até onde a inteligência artificial pode ajudar a construir uma imagem política? E onde começa a necessidade de mostrar o candidato sem filtros?

O debate da Band, tradicionalmente uma das primeiras emissoras a colocar os candidatos frente a frente, abriu oficialmente uma nova etapa da corrida eleitoral.

E se a campanha digital promete imagens perfeitas, discursos ajustados e vídeos cada vez mais sofisticados, a urna continua sendo bem menos tecnológica: o eleitor olha, compara, avalia e decide.

No fim das contas, pode até existir avatar.

Mas quem disputa a eleição é o candidato.

E vamos ver até onde esse avatar vai chegar.

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