Página virada: Wagner põe ponto final na saída de Angelo Coronel e manda o time seguir jogando

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O senador Jaques Wagner resolveu falar claro sobre o que rolou nos bastidores da base governista após a saída de Angelo Coronel da chapa que tenta a reeleição em 2026. O comentário veio nesta segunda-feira (9), durante a inauguração da Colégio Estadual de Tempo Integral Manoel Devoto, no Rio Vermelho, em Salvador.

Com o tom de quem quer baixar a poeira, Wagner disse que o assunto já é “página virada”. Segundo ele, houve um problema interno no PSD, já que Coronel defendia que o partido seguisse de forma independente — algo que, para Wagner, não fazia sentido depois de anos caminhando junto com o grupo.

“Não dá pra ser independente tendo crescido junto com o grupo”, resumiu o senador, destacando que Otto Alencar manteve a posição de seguir com a base aliada. Wagner fez questão de dizer que não guarda mágoa de Coronel e reconheceu que o colega tomou a decisão que achou melhor — ainda que, na visão dele, não fosse o melhor caminho.

Nos bastidores, Wagner revelou que tentou de tudo para manter Coronel no grupo. Chegou, inclusive, a propor uma divisão de mandato, considerando que Rui Costa já tem mandato garantido e havia espaço para acomodar os demais, especialmente diante dos rumores de que Wagner ou Rui poderiam virar ministros caso Lula seja reeleito.

Mas, pelo visto, não teve conversa. “Uma proposta como essa ele também achou ruim. Então tudo bem, ele foi. Pra mim é página virada”, cravou Wagner, já virando o foco para a campanha. Segundo ele, agora o grupo está montando a caminhada e vai trabalhar forte até outubro, confiante de que chegará bem tanto Lula quanto Jerônimo Rodrigues.

Sobre outro burburinho que ganhou força nos últimos dias — a possível troca do vice na chapa de Jerônimo — Wagner foi direto. Disse que não há chance de o MDB perder o espaço. “Em time que está ganhando, não se mexe”, disparou, afastando também a hipótese de Diego Coronel, filho de Angelo, assumir a vice.

No fim das contas, a mensagem de Wagner foi simples e bem ao estilo da política raiz: quem quis sair, saiu; quem ficou, segue jogando.

G4TV Bahia

Foto: Google

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