“Dark Horse” na mira da PF: operação atinge Mário Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro

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Operação Make Up cumpre 49 mandados de busca e apreensão em quatro unidades da Federação; investigação apura possível desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os alvos da operação está o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que ocupou a Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. A produtora Karina Ferreira da Gama, ligada à produção do longa e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), também é alvo das medidas de busca e apreensão.

Ao todo, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A investigação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Investigação mira recursos de emendas

De acordo com a PF, a operação apura o suposto desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, que teriam sido repassados por meio de termos de fomento a uma organização da sociedade civil.

As investigações apontam suspeitas de que valores recebidos por entidades teriam sido posteriormente direcionados para empresas subcontratadas sem a comprovação efetiva dos serviços contratados. A PF também informou ter identificado movimentações financeiras de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Até o momento, trata-se de uma investigação em andamento, e a existência de mandados de busca não significa condenação ou comprovação definitiva de crime contra os alvos.

Mário Frias e as emendas

Mário Frias está entre os parlamentares que destinaram emendas ao Instituto Conhecer Brasil, entidade presidida por Karina Gama. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024, sendo parte dos recursos vinculada a projetos que, segundo as investigações, não teriam sido executados como previsto.

O deputado já afirmou anteriormente que os recursos indicados por ele não teriam sido destinados à produção de Dark Horse.

Filme também está no centro de outra investigação

O longa-metragem, entretanto, já vinha sendo alvo de outras apurações. A Polícia Federal também investiga a origem de recursos privados utilizados no financiamento da produção.

Segundo informações divulgadas nesta semana, cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados para um fundo nos Estados Unidos utilizado no financiamento do filme. O caso envolve o empresário Daniel Vorcaro e também alcança uma investigação relacionada ao senador Flávio Bolsonaro, embora ele não seja alvo da Operação Make Up desta quinta-feira.

Na quarta-feira (9), o ministro André Mendonça, do STF, homologou uma delação que poderá fornecer novos elementos à investigação sobre esses repasses.

Investigação ganha força às vésperas da eleição

A operação ocorre em meio à crescente repercussão política envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro e seus mecanismos de financiamento. Além das apurações sobre emendas parlamentares, a PF analisa documentos, movimentações financeiras e informações relacionadas à origem e ao destino dos recursos utilizados na produção.

Com Mário Frias e Karina Gama entre os alvos da nova operação, o caso volta ao centro do debate político e promete gerar novos desdobramentos nos próximos dias.

A G4TV Bahia acompanha o caso e poderá atualizar esta matéria à medida que novas informações oficiais forem divulgadas.

Fonte: Polícia Federal e informações divulgadas por UOL/Folha de S.Paulo.

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